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Mostrando postagens de abril, 2024

Desistindo do futuro obscuro

Desisti do futuro. No duro! O século das luzes nos cegou de tanto brilho. Já não se vislumbra o devir. Já não se enxerga o caminho à frente. AI! A inteligência já não é racional, já não se guia pelo conhecimento. É conduzida por algoritmos de origem desconhecida. O pensamento já é antecipado, ou pior, é induzido. Já não temos liberdade de decidir, sequer de nós expressar.  Há 3 categorias de pessoas: as que aprendem com a experiência alheia; as que se batem para aprender sozinhos; as que não aprendem. Inteligentes, medíocres ou idiotas, não fazemos a escolha. Somos produto da Educação que nos foi dada. Há 60, 70 anos éramos educados. Há 40 anos éramos informados. Agora somos desinformados. Já é hora de planejar o retorno às origens. De nos recolhermos para usufruir da educação que tivemos o privilégio de receber, da informação que pudemos filtrar e recusar a desinformação que nos tentam impingir. É hora, no duro... de desistir do futuro escuro e retornar ao passado iluminado. Terça...

Caminhando para a Cidade de Deus

A minha estrada pode ser de outros, mas o meu caminho eu faço com meus passos, meus tropeços, minhas paradas. E nunca saio do meu caminho, pois é a própria vida que escorre no meu caminhar. Antes corria, depois caminhava, agora me arrasto na direção do Norte, na direção do Sol, do Céu, para onde eu vou, devagar. Ao meu lado caminha um Anjo da Guarda. No coração espiritual, a imagem de Deus. Ele me espera em Sua cidade murada de jaspe luzente, onde há um rio que prolonga a vida e o vigor, eternalmente. O meu caminho eu faço com meus passos.

Como o vento

Pensei um dia escrever um poema, simples e singelo, cheio de poesia. Pensei um dia fazer uma canção suave e bela, como una brisa que vem pela janela. Pensei um dia pedir a Deus um pouco de talento, mas Ele apenas soprou nos meus ouvidos: - Sê como o vento...

Passarinhando

Minha casa tem coqueiros Onde o sanhaço assobia. E uma rolinha roxa Aqui fez sua moradia! Toda noite se recolhem No silêncio a dormitar E fico eu matutando, Como é doce ter um lar. Quero ser um passarinho Vadear pelo teu quintal. Observar tua lida, Fazer cocô no teu jornal!

Saudade

Ai que saudade que tenho, Da tua risada alta, Livre como um passarinho, A gorgear no meu ninho! Aí que saudade que tenho, Da tua presença de luz, Fazendo meu rosto brilhar E meu coração a vibrar! Ai que saudade que tenho, Dessa tua trigueirice, Tua voz, um acalanto, Que já não cala meu pranto!