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Mostrando postagens de maio, 2020

Eu amo Lisboa

Não sou poeta. Mas nada me impede de fazer 2 ou 3 versos, para manifestar meu sentimento. Estou com saudade de minha pequena cidade de Quinta do Conde, onde posso caminhar, sem medo, dia dia ou de noite, uma ou duas horas de relógio. Mas, Lisboa... Ah! Como é linda essa cidade! Como é bonito o seu pôr do sol, visto à margem do Rio Tejo e como são belos os seus telhados, vistos da Ponte 25 de Abril. Então, me permitam a ousadia de escrever meus versos, sem poesia e sem graça, mas com um imenso afeto.  Amo Lisboa Eu conheço Lisboa alegre e toda cheia de vida. Também a conheço à noite,  Silente e adormecida. Nos dias de sol bem quente Com céu aberto e muito azul, Lisboa é toda alegria, Leste, oeste, norte e sul!  Quando cruzo sobre o rio. Na ponte do 25 de Abril, As telhas da bela cidade Me enchem de amor febril!  Ó Tejo, rio de Fernando, Eleva essas águas límpidas, Levanta-te do teu leito,  E beija as tuas margens!

Libertas

Está semana um pássaro entrou na minha sala e tentava sair pelas vidraças, no alto. A porta e duas janelas abertas, mas ele se debatia contra os vidros, repetidas vezes e cansou. Então desceu ao solo, para recuperar o folego, bem defronte da porta, mas demorou a perceber que estava diante de uma abertura de 2,10x0,90, por onde o vento sobrava sobre ele. Parecia não acreditar que estava a um curto voo da liberdade. Penso que às vezes ficamos assim. A porta está aberta à nossa mas não a vemos como um caminho para a liberdade. Estamos, então, ainda, mentalmente, na caverna de Platão.