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Mostrando postagens de novembro, 2020

Devolvam nossa liberdade!

Não nasci ontem. Nasci 6 anos após  a 2a. Guerra! Trabalhei aqui, ali e acolá por 52 anos. Estudei como um condenado. Hoje tenho 6 cursos de nível superior, sendo dois bacharelados e quatro especializações. Sabe pra que servem em questão de saúde? Pra nada! Mas entre 1964 e 1973, período em  que fui aprendiz de farmaceutico e atendia pacientes da roça, gente simples, sujeita aos vírus, bactérias, bacilos mais comuns, doenças como tuberculose, sífilis, doenças venéreas, gripes, bronquites etc eu incorporei um pouco de vivência, que nenhum doutorzinho récem formado teve. Também trabalhei num dos maiores laboratórios do mundo - The Sydney Ross Co. / Winthrop Products. Então me atrevo a ouvir com atenção médicos treinados e cientistas e fazer meus juízos de valor sobre algumas questões de saúde. No caso das soluções que estão sendo desenvolvidas para a prevenção de doenças, sempre as apliquei em meus filhos! Mas todas tinham sido longamente testadas. Eu jamais levaria meus filhos ...

Sim, somos, todos, racistas.

Somos, nós, brasileiros racistas? Sim, somos, todos, racistas.  A qualquer tempo, nós, humanos, seremos, sempre, discriminatórios. Por uma questão de desejarmos ter poder, uns sobre os outros. Negros, amarelos e brancos; oceânicos, europeus, asiáticos, africanos ou latinos. Ateus ou terrivelmente evangélicos.  Todos nós nos comparamos uns aos outros em busca de diferenciação que nos faça nos sentirmos superiores. Talvez, daqui a mil anos deixemos o racismo para trás. Então, trocaremos racismo por "inteligentismo", ou por outra categoria diferenciadora. Se seu QI for maior que o meu... você será superior e eu serei inferior. Se seu DNA for mais adaptado, você será melhor que eu. Não podemos sequer dizer que não somos, hoje, escravistas, pois as roupas e acessórios que usamos são produzidos em regime de escravidão. E nem por isso deixamos de comprá-las. Não nos sentimos responsáveis.  Diante de um juiz, um político, um admjnistrador, um cientista de olho repuxado ou pele ne...

Capitalismo inteligente e repartição de renda

Mark Zuckerberg, do Facebook e quinto homem mais rico do mundo, diz que ninguém merece ter tanto dinheiro quanto ele tem. Segundo Thomas Piketty, autor de O Capital no Século XXI, 150 pessoas eram bilionárias, em dólares, em 1980. Em 2010 já eram 225 pessoas. Seu patrimônio médio passou de 1,5 bi em 1987 para 15 bi em 2013. Se considerarmos apenas os 30 mais ricos, em 1980, seu patrimônio médio era de 3 bi e o dos 45 mais ricos, em 2010, era de 35 bi.  isso traduz um crescimento próximo dos 7% aa, ou seja, 3,3 vezes mais que a progressão da riqueza média mundial por adulto, na casa de 2,1% ao ano. As análises econômicas demonstram que a concentração de riqueza ao longo da história cresce mesmo quando há guerras revoluções, ditaduras; e em alguns casos, até aumentam por causa de tais situações. Exemplo disso é  Mǎ Yún,  mais conhecido pelo pseudônimo  Jack Ma , empresário, investidor e filantropo chinês, co-fundador e presidente executivo da  Alibaba Group , um c...

Diálogos imaginários - I

(Tum... tum...) ‐ Oi, Zeca! É o Ciro.  - Oi... Que Ciro? - Ciro Gomes, porra! Chama teu pai aí. Quero falar com ele. - Oi, bicho. Diga aí. - Zé, a gente tem que ser estratégico, porra. Tô falando contigo, porque essa é tua praia. - Imagina que Lula tenha um AVC fulminante, um infarto, ou que a cachaça coma o cérebro dele. Ou que a porra do avião caia... Seja lá o que for, o que vai acontecer no dia seguinte? - O de lei, né, Ciro? Uma disputa interna pela liderança. Cada um achando que é o dono da cocada preta. Mas eu cuido disso... Levantou a cabeça fora de hora, eu corto, porra! Eu tenho as rédeas, você  sabe! - Sei! Por isso te liguei. A eleição acabou. Haddad se fudeu e a gente tem que planejar o futuro. Em 22 a gente tem que retomar essa merda, ou vamo encolher, caralho! - Sim... mas essa conversa toda é pra me dizer o que? Que você é o cara? - Zé, vamos ser estratégico... A gente não pode deixar o corpo esfriar. Depois que começar a batalha, a gente pode ter dificuldade p...

Fernando de Oliveira - o poeta das flores

Conheci Fernando de Oliveira, menino de Itiruçu, eu ainda menino, ele já rapaz, em Jequié, uma luminosa cidade da Bahia, terra seca, de muito sol, poeira e espinhos. Talvez por isso o caminho de busca de Fernando seja tão floral! Voltei a ter o privilégio de sua companhia em Lisboa, onde caminhávamos horas a fio, os telemóveis à mão. Eu olhava para os prédios, os grandes objetos, os movimentos. Ele para o chão. De repente Fernando saia da rota, descia por um caminho de terra, num jardim público qualquer, em busca de uma minúscula flor azul, que o encantara... ou era lilás? Como ele podia ter percebido aquela minúscula flor, se eu mal percebera o canteiro? Então me dei conta de que ele era o poeta das flores. Eu podia não ouvir sua conversa com elas, que coração de poeta nao se lê, senão quando uma rosa dá alguns passos e nos canta o que lhe vai no coração. Fernando ama, do mesmo modo, as orquídeas, vistosas, de nomes sofisticados e as pequenas flores nascidas nos monturos, nas frestas ...