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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Partido Capitalista Brasileiro

O Partido Capitalista Brasileiro PCBr é a proposta de formação de uma estrutura social de natureza política, aglutinadora das pessoas que acreditam no Capitalismo como força promotora do desenvolvimento, com foco nalo firtalecimento do consumo e na transferência parcial, contínua e permanente dos ganhos de capital com os trabalhadores. São os trabalhadores que, com a renda proviniente do seu trabalho, sustentam o regime capitalista de produção. Disso resulta evidenciado que o Sistema Capitalista tem duas vertentes intimamente interligadas e indissociáveis: a produção e o consumo. Partimos do princípio de que a liberdade do uso privado da Natureza não anula a propriedade de todo e qualquer ser vivente sobre esta mesma Natureza. Ao nascermos já somos, por Direito Natural, co-proprietários do Universo que nos rodeia. A ninguém é permitido tirar-nos esse Direito. No entanto, para fins de desenvolvimento do processo civilizatório da sociedade, admitimos o uso privado da propriedade coletiva...

Icms

Em maio de 2007 encaminhei ao então Secretário da Fazenda Estadual, um breve relatório sobre o conteúdo de duas reuniões do Programa que o Fórum Fiscal dos Estados Brasileiros (FFEB) desenvolvia com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para análise das principais questões concernentes ao equilíbrio das relações federativas e ao redesenho do federalismo fiscal brasileiro, questões que estavam sendo estudadas e debatidas no âmbito do citado Programa e publicados como Cadernos: “Equalização Fiscal”, “Competição Fiscal”, “Harmonização Fiscal”, “Integração Regional” e “Cooperação Intergovernamental”, trazendo o que, então,  havia de mais novo sendo gerado no entorno do âmbito acadêmico (FGV), em matéria de tributação do consumo. Até então o Fórum concentrara na análise de alternativas de tributação dos bens e serviços, e partilha de receitas e transferências intergovernamentais. Daí para a frente, propunha-se desenvolver alternativas para superação das desigualdades regionais e estaduais, as...

Querido Vidário

Querido vidário... Pensei em escrever um diário, como os normais o fazem. Mas não sou normal. Pensando bem, anormal seria escrever um diário. Afinal o Google, o Facebook e, portanto, o resto do meu pequeno mundo já sabem mais ou menos o que fiz e disse ontem, "trasantonte" e o que farei, pensarei e direi hoje e amanhã e depois, depois, depois... Aliás, boa parte do que verei, ouvirei, e direi será decidido pelos seus algoritmos, tiranetes de que não posso, não consigo me livrar. Desde a metade da semana finda estou no estaleiro, perna direita engessada, e assim estaremos indissoluvelmente juntos por mais 4 e meia semanas de dissabor. Devagarinho vou descobrindo que a vida seria bem melhor do que é se me desse certos pequenos confortos. onde foram parar aquelas poltronas acolhedoras, em que nos sentíamos abraçados,  acolhidos, aconchegados, como um colo de avó na hora do dengo? Já se vão meses, anos até, que me prometo aquela cama com estrado articulado. Por quê não comprei? V...

Meu Diploma sumiu!

Estudei Administração de Empresas na EAEB, bom um prédio simples de paredes pintadas, sem reboco, com dutos de energia a elas sobrepostos, onde se cuidava de preparar pessoas para vencer a burocracia paralisante das empresas e das instituições, públicas e privadas. Solicitei cópia de meu diploma e fui informado pela atendente que meus dados não estão no sistema, que tenho que solicitar pelo portal e aguardar 30 dias para encontrarem os dados e os colocar no tal sistema. Ponderei de que no verso da cópia velhinha que apresentei consta que o meu diploma que foi registrado na própria EAEB sob n⁰ 0406, à página 21 do livro n⁰ 01 em 08 de julho de 1983 e que antes fora registrado sob o n⁰ 395, pela Reitoria da UFBa 16 de junho de 1983 às fls 198 do livro de registro n⁰ 39-A. Não adiantou. A burocracia venceu a outrora eficiente Escola de Administração de Empresas da Bahia, então carinhosamente chamada de TRABUCO,  em homenagem a um de seus fundadores.

Ser rico é ser abençoado

A Bíblia Sagrada nos mostra que os abençoados eram capitalistas, senhores de muitas terras, muitos animais. Jó, Isaque, Jacó, Labão, todo mundo era capitalista. O velho testamento está recheado disso. Mas enganadores inventam mentiras para dominar as massas que exploram. Jesus era amigo dos ricos, dos que produziam. Alertava que se os ricos se apegassem aos bens materiais teriam dificuldade para ir ao céu. Poderiam ir, mas entrariam com dificuldade. Aliás, quando Jesus nasceu, José, seu pai, homem de oficio prestigiado na Judéia,  estava prestando serviços no "Exterior" e precisou viajar de volta para recencear-se. Ficou hospedado no cômodo mais amplo da casa, na frente, onde se guardavam os animais contra ladrões e salteadores, a estrebaria, porque a cidade, minúscula, estava cheia e já não havia pousadas. Não significa que não pudessem pagar. Como profissional sério e habilitado em um ofício dos mais nobres, fazer mobiliário, estruturas de madeira, por certo cuidava de adqu...

Pasteurização socialista

O ser humano não é igual. A pasteurização socialista é antinatural. Não vejo justiça em tirar a vaga da Universidade de um jovem porque não nasceu negro. A cada um conforme seu mérito! O cara se lasca de estudar e na hora tem alguém menos preparado na frente. A Direita não é um "pensamento de conservação" das diferenças sociais. Tais diferenças são consequência. O lucro não é "deus". O lucro resulta da agregação de valor. Se alguém agrega valor a alguma coisa deve ter direito aos frutos ou participar dos frutos da agregação de valor (lucro). Se duas pessoas fazem o mesmo trabalho e um obtém melhores resultados, não é justo que divida o que produziu a mais com o que produziu a menos. Isso é premiar o menos capaz, o menos competente, o menos esforçado. É estimular a preguiça. É desestimular o crescimento.

A reconstrução da cidadania

 Nos anos cinquenta do século passado era comum nas cozinhas ver senhoras comerem, com a mão, bolinhos de feijão com carne e farinha de mandioca. Minha mãe fazia isso e eu o faço até hoje. Creio que o hábito vem das senzalas, onde não entravam os finos talheres importados da Inglaterra. Outra fonte provável do costume decorre de que muitos escravizados eram de origem muçulmana, habituados a partilharem o pão e outros alimentos com as mãos. Jesus partiu o pão com as mãos e, penso, com as mãos comia peixe. A presença de pias nas cozinhas não  serviriam para a limpeza das mãos? Há uns 15 anos ouvi um palestrante especializado em comunicação afirmar que o objetivo de partilhar o pão é estabelecer comunhão. Lembrava ele, então, que quando os homens desejam uma mulher a convidam para jantar... 

O farol de Lúcifer

Texto base para Roteiro cinematográfico O farol de Lúcifer Baseado no livro Diário do Farol, este texto constitui-se num roteiro que pretende dar suporte à transposição do romance de João Ubaldo Ribeiro para a linguagem cinematográfica, com fatos, locais e idéias inseridas pelo autor do roteiro. A história se desenrola no período de 1958 até à campanha das eleições (Diretas já!) abordando a inserção dos estudentes na luta politica e o papel da Igreja diante da repressão e da ditadura. O ambiente geográfico do filme é a Baía de Todos os Santos e seu entorno, revelando o recôncavo baiano como um lugar de vocação cinematográfica e turística, buscando valorizar, em especial, a técnica de construção de saveiros, sua história e sua adequação como equipamento náutico para lazer e trabalho. Sobre este pano de fundo é desenvolvida a história do personagem principal, uma criança vítima de violência doméstica que se transforma em um psicopata e que, sem qualquer sentimento de culpa, e até com org...

A essência de um povo de uma nação

Ao longo dos séculos, em todos os continentes, formaram-se tribos, grupos, gentes de todas as etnias, que se aproximavam solidariamente para formar aldeias, vilas, cidades. Uns se dedicavam às atividades produtivas rurais de coletar, plantar, colher; outros se especializavam em ofícios especiais, ferreiros, carpinteiros, seleiros; outros se aplicavam na caça e na pesca, se aventuravam pelas florestas e pelas águas; outros, por fim se dedicavam às artes, às danças, aos esportes e à defesa da comunidade. Eram em geral governados por conselhos ou por líderes fortes e assim mantinham a sua unidade. E faziam trocas do quanto produziam na agricultura, nos seus ofícios, nas suas indústrias e nas suas artes,  mercando, comprando e vendendo, criando caminhos e difundindo sua cultura e  conhecimento. Essa era e é a essência de todos os povos, de todas as gentes eslavas, russas, ucranianas, turcas, orientais, europeias, americanas, etc.  Vez por outra, por razões de sobrevivência ec...

Feiras da Bagageira

Em Portugal acontecem feiras de rua onde se vende e se compra todo tipo de quinquilharias: livros, desde clássicos a literatura da pior qualidade a 1 euro, discos de vinil, de vário estilo, inclusive de  autores brasileiros, CD's, espingardas, garruchas, miniaturas de revólveres antigos, espadas, punhais, facas, telefones, pretos ou beges, de mesa, ferramentas, eletrónicos, radios modelo anos 50, roupas, vidraria, louças de sala e cozinha, talheres usados, copos e vasos de vidro, esculturas, quadros, roupa usada... enfim, o que se imaginar de bagulhos, servíveis ou não, lá estarão. Você pode negociar desconto na compra de uma faca de carne com marcas de anos de uso, e pagar 50% menos, um Euro em vez de dois, para felicidade de vendedor e comprador. Alguma coisa veio do lixo? Talvez. Mas algumas peças, relógios antigos de parede, testemunhas de historias familiares, amores e guerras. Como essas feiras são móveis, ocorrem e se repetem nas freguesias com frequência irregular. Mas pare...

Os papéis da fêmea e do macho na sociedade futura.

Os papéis da fêmea e do macho na sociedade futura. Você renunciaria ao prazer e o privilégio de cuidar de filhos? Você faz isso por amor. Mas o privilégio é ainda maior se a ligação é visceral. A troca de DNA no ventre materno impregna o corpo da mãe por toda a vida. Mas a troca afetiva e intelectual é, também, enriquecedora.  A leitura que faço da natureza me mostra que a fêmea humana deve ter suas crias no tempo próprio e a partir daí exercer a maternidade, o domínio das técnicas de alimentação e de manutenção da saúde, física e mental, do grupo familiar, a capacidade de ser a terapeuta da família, a transmissora de valores morais.  Penso que é o papel do macho é cuidar da mulher, seja como reprodutora, seja como mantenedora da estrutura familiar, exercendo o papel de protetor e de enfrentador dos perigos externos.  Penso, também, que a mulher que "cuida" do marido e se anula em proveito dele, pratica uma forma de aceitação da submissão. O cuidado dirigido a ele deve se...

Philobiblion - Amor aos Livros

Philobiblion - Amor aos Livros Sêneca: "... a ociosidade sem livros é a morte e a sepultura so homem vivo". Eclesiastes 12, 12: "O trabalho de multiplicar os livros nunca chega ao seu fim".

Filosofia. Ética. Origem.

No período que antecede a primeira diáspora grega, a conduta dos  homens e sua organização social, obedecia ao poder dos mitos. As regras de conduta dos governantes, dos heróis, supostamente descendentes dos deuses, não se fundava numa lógica, numa racionalidade, mas em crenças e fantasias. Os deuses e suas criações governavam ao seu bel prazer ou desprazer.  A observação da natureza, a percepção de um "calendário natural" com estações,  conduziram o povo grego para a compreensão de que havia uma coerência dos fatos com a natureza. Assim, furacões,  vulcões, nevascas, não seriam ação das divindades e sim decorrente de regras próprias do Universo.  Essa compreensão leva ao questionamento das idéias, das crenças, do fundamento das regras de conduta, para o que contribuem o surgimento da escrita, da moeda, do calendário, das navegações e natural interação de vários povos.  O questionamento das idéias estabelecidas nas pólis, seu éthos, origina a política, o de...

Conflito entre máquinas

Afirmei a um programa de pesquisas com auxílio do que se convencionou chamar de inteligència artificial que um sistema se desorganiza pela exacerbação de seu princípio básico. Não me lembro quem disse isso, mas deve ser uma lembrança dos meus estudos de administraçào de empresas lá pelos anos 70 do último dos séculos do II⁰ milênio. O tal programa retornou o feedback dizendo que "Essa afirmação reflete um conceito fundamental na teoria dos sistemas complexos e na cibernética, conhecido como  hiperfuncionalidade, exacerbação de feedback positivo ou desregulação homeostática ." E continuou afirmando que, seja um sistema biológico, social, econômico ou mecânico, quando impulsiona de modo exagerado seu princípio de funcionamento básico, ou seja, sua "virtude", ele perde a capacidade de autorregulação e entra em colapso ou desordem.   E deu-me como exemplos que  Sistemas Biológicos (Homeostase),  a  exacerbação  da resposta inflamatória (como em uma "tempestade ...

A desigualdade é anticapitalista.

Thomas Piketty observou que os preconceitos, e não a ciencia, predominam em muitos debates sobre riqueza e desigualdade. Penso que se pode dizer o mesmo em outras matérias Isso parece particularmente evidente no caso da pandemia (Covid). E com resultados bastante funestos, pois perdem-se vidas preciosas. Parece claro que ninguém tem a capacidade de compreender sozinho um fenômeno social, político ou econômico. Aliás, independente da formação cultural, todos temos nossas percepções dos fenômenos que vivenciamos. Qual o pobre que não tem uma visão sua, própria, sobre a desigualdade que lhe é imposta, sobre a inadequação dos serviços de saúde que lhe são oferecidos e, mesmo, dos caminhos para a sua correção. É óbvio que a formação escolar e acadêmica, a experiencia profissional e o conhecinento de outros ambientes vão permitindo maior capacidade de análise dos fenômenos sociais e dos comportamentos e das atitudes das pessoas. No que concerne às desigualdades econômicas, há os que vem no ...

Jesus como caminho do centro

Jesus Cristo não fazia acepção de pessoas. Foi o que aprendi na Igreja Batista tradicional.  Agora, com a IA, aprendo que acepção de pessoas é o ato de tratar indivíduos de forma desigual, parcial ou com favoritismo, baseando-se em critérios superficiais como riqueza, classe social, aparência ou poder, em vez de justiça e imparcialidade. Na Bíblia, acacepção é condenada como pecado, sendo o oposto do amor ao próximo e da justiça divina, que julga a todos igualmente.  Realmente, Jesus não tinha um seguidor favorito, embira expressasse maior amor por um deles, a quem entregou a sua mãe, já idosa, para dela cuidar. Acolhia sem discriminar. Convocava quem pudesse servir ao seu ministério. Até a Judas Iscariotes, que o traiu, chamou de amigo. A Pedro, que o traiu 3 vezes, identificou como o tipo de material com que construiria sua igreja: o indivíduo, uma pedra. Sobre esse esse material, cada pedra, construiria o futuro. Jesus acolhia o pobre e o rico. Em várias oportunidades curou...