Filosofia. Ética. Origem.
No período que antecede a primeira diáspora grega, a conduta dos homens e sua organização social, obedecia ao poder dos mitos. As regras de conduta dos governantes, dos heróis, supostamente descendentes dos deuses, não se fundava numa lógica, numa racionalidade, mas em crenças e fantasias. Os deuses e suas criações governavam ao seu bel prazer ou desprazer.
A observação da natureza, a percepção de um "calendário natural" com estações, conduziram o povo grego para a compreensão de que havia uma coerência dos fatos com a natureza. Assim, furacões, vulcões, nevascas, não seriam ação das divindades e sim decorrente de regras próprias do Universo.
Essa compreensão leva ao questionamento das idéias, das crenças, do fundamento das regras de conduta, para o que contribuem o surgimento da escrita, da moeda, do calendário, das navegações e natural interação de vários povos.
O questionamento das idéias estabelecidas nas pólis, seu éthos, origina a política, o debate das idéias pelos membros da comunidades, em busca de um fundamento superior para a regulação da conduta - a Ética.
A Ética seria, então o ideal da moral, da conduta, o norte balizador para a verificação da verdade, da justiça e da adequação de cada comportamento.
O que caracteriza a transição entre o pensamento mítico e o pensamento racional é a tragédia grega. Nela se contrapõem o desejo de liberdade de autodomínio e o determinismo imposto pelo destino. Embora os homens queiram ser livres, o seu destino já estaria traçado pelos deuses.
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