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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

De volta para o passado.

Seremos substituídos pelos robots, pela automatização? Tenho pensado sobre isso há alguns anos. Mas, penso, é uma questão de ressignificação de certas práticas. Imagine que surgisse uma geração espontânea em um planeta como a Terra. A quem pertenceria a riqueza? Aos mais belos? Aos mais fortes? Ou igualmente a todos? Se pertencesse igualmente a todos, todos exploraram as riquezas na medida de suas necessidades? Não creio. Os mais fortes subjugariam os mais fracos. Foi o que aconteceu no nosso planeta. Primeiro pela escravidão sem salário, sem liberdade. Hoje, somos todos escravos com salário. Trabalhamos 30, 50, 70 anos para manter os ricos e depois morremos.  Penso que doravante vamos repensar o modelo consumista e vamos ressignificar algumas práticas. A caça, a pesca, o estudo da alma, os esportes, as artes, os cuidados de uns com os outros. A questão será como deixarmos de nos submeter. Como convencer o forte a não submeter o fraco. Como prestigiar sua força e poder a...

PEDRO, TU ÉS PEDRA

Construiria Deus a sua igreja sobre Satanás? Vejamos que pouco depois de dizer a Pedro que lhe daria as chaves dos céus, disse Jesus, ao mesmo Pedro, que não entendera o que lhe dissera: "Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens." Então é preciso sair da literalidade e buscar a "mens legis" ou o "spiritus legis". Pedra é uma palavra muito presente na Bíblia. Penso que traduz firmeza, resiliência, elemento próprio para a construção firme, perene, resistente, segura. Por isso penso que ao dizer a Pedro "tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja", Jesus disse que a igreja seria construída sobre todos, a partir de cada um dos indivíduos, como pedras, numa relação pessoal, individual. Jesus veio para libertar da Lei, da instituição, e estabelecer relação pessoal.

Por um planeta mais sadio.

Amigos, Penso que o emprego pode ser uma forma de substituir o escravo sem dignidade, por um escravo com dignidade. Então, penso, o salário é a forma que o sistema económico encontra para manter os ricos mais ricos e não destruir a força de trabalho que os serve como escravos por 35 anos. É preciso que o sistema económico compreenda que se o mercado de trabalho não valorizar o servidor, público ou privado, a produtividade do sistema é menor e os ricos ficarão menos ricos. O sujeito trabalha 8 horas por dia, 11 meses  ano, durante 35 anos, para que o sistema económico dos ricos funcione. Depois morre. Pouco usufruiu da natureza, da família, da cultura. Isso é um preço muito alto. Precisamos trabalhar sábados e domingos? Precisamos trabalhar 8 horas por dia? Quanto planeta aguenta de consumo e poluição? Assim, é preciso reduzir a carga de trabalho e fornecer mais benefícios em troca de maior produtividade. São questões que precisam ser consideradas, discutidas, decididas em ...

Carta pra Isabel

É de verdade, Isabel? Ou invencionice desse povo da Bahia? Tenho pra mim que neguinho, quando não aumenta, inventa. Conta até caso que nem aconteceu.  Tu acha, mesmo, que Caymmi ia escrever uma carta desse tamanho? Só se Stela, que é boa de ajudar, escreveu pra ele assinar em baixo. E ainda botou um xis pra ele nao ter que botar os óculos no nariz.  Mas que tem o jeito dele, lá isso tem. Minas não estragou o jeito dele falar não. E guardou a fé, ele que é das águas de Yemanjá.  Por fala em manjar, qual foi o de comer de ontem? Uma moqueca de marisco, foi? Aqui pra essas bandas o dendê não presta muito não. Parece que eles misturam com azeite de oliva que sobra da expremedura. Quando for ai, pra a novena de Santo Antonio, e pras festas de São João e de São Pedro, vou em Acupe de Santa Amaro buscar dois tostões de flor do azeite, tirado e expremido na hora, pra eu ver que nao tão botando óleo de soja ou de milho, pra render. Obrigado, Isabel, pela carta do moço. ...