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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Em Busca do Graal

A Busca do Graal - Pedro? - Pedrinho? - Peu?  - Pepê!?  Uma voz de mulher tentava acordar o homem de meia idade. Ele ouvia a voz, que lhe era conhecida, que imprimia confiança, mas estava amortecida, distante, alongada... - Pepê... vou apertar sua mão esquerda. - Pode sentir? Mal podia sentir um ínfimo aperto na sua mão. Se mal conseguia distinguir de onde vinha aquela voz... Abriu com dificuldade um olho, depois o outro. Aos poucos, muito devagar, foi se dando conta de que estava em um local que não reconhecia. Percebia que era ficava mais claro do que há pouco, mas não conseguia reconhecer o sítio. Havia paredes claras cuja cor variava de tonalidade e não pareciam paradas. Horas pareciam se aproximar um pouco, horas parecia se inclinar e voltar ao prumo. Assim de longe não percebia se eram firmes ou macias. Só reparava que se inclinavam e se firmavam. Mais um pouco e notou uma imagem com linhas curvas, delgada ao meio e mais larga em cima e embaixo e pensou numa taça grande,...

Mensagem a uma jovem grávida

Há um escritor muito conhecido que diz: "Os nossos filhos não são nossos filhos. Vêm através de nós, mas não de nós." Não posso aceitar esse pensamento! Os nossos filhos são nossos, sim! São um presente de Deus, das divindades, da natureza. Eles não são para nós a vida toda, porquanto são filhos da terra, da natureza e da sociedade que compomos. Mas são nossos sim! São nossa responsabilidade e são nosso prazer. São nossas preocupações, mas são, também, o nosso riso. São nosso presente e nosso futuro, futuro imediato e além da vida. São nossa imortalidade e perpetuam os que nos antecederam, assim como nós, também, os perpetuamos. Por isso, que venha o seu filho! Que venha sua filha. Que nos venha com saúde, com choro de vida! E assim, você, moça, mulher, agora MÃE, realiza a vida, constrói a terra do presente e do futuro, futuro que vocês tornarão mais belo. Um abraço simples. Mas tão forte, que o neném possa sentir que um coroa grisalho, com os olhos molhados e o coração feli...

Vendo com os olhos e com o coração

Vou vendo a minha terra com os olhos e com o coração. Sou cidadão da Bahia. Isso exige de mim ser político. Me impõe fiscalizar o exercício do poder na Polis. E apoiar, e repreender o gestor da res publica. Tenho reclamado horrores da concretagem das outrora belas avenidas de Salvador. O que pensam os destruidores da beleza das belas avenidas de vale? Que serão lembrados por belas obras? Obraram mal. Talvez queiram apagar a lembrança de quem abriu as veias da cidade alta. Não conseguirão. Não se apaga memórias do coração. Fui rever o Pelourinho. Quis começar por algo que me encantasse. Fui conhecer de viva voz e de vivo olhar, a Primeira Ministra da Republica_AF, uma bastiã da cultura, uma verdadeira Dona Quixote, de olhos azuis. Aninha Franco, sem Sancho Pança, acompanhada por um lindo felino, de olhos igualmente misteriosos. Ambos me olharam a princípio curiosos, depois desconfiados, pesquisadores, e por fim, aparentemente pacificados.  A colecão de livros e vinis do castelo semi...