A desigualdade é anticapitalista.
Thomas Piketty observou que os preconceitos, e não a ciencia, predominam em muitos debates sobre riqueza e desigualdade. Penso que se pode dizer o mesmo em outras matérias Isso parece particularmente evidente no caso da pandemia (Covid). E com resultados bastante funestos, pois perdem-se vidas preciosas.
Parece claro que ninguém tem a capacidade de compreender sozinho um fenômeno social, político ou econômico. Aliás, independente da formação cultural, todos temos nossas percepções dos fenômenos que vivenciamos. Qual o pobre que não tem uma visão sua, própria, sobre a desigualdade que lhe é imposta, sobre a inadequação dos serviços de saúde que lhe são oferecidos e, mesmo, dos caminhos para a sua correção. É óbvio que a formação escolar e acadêmica, a experiencia profissional e o conhecinento de outros ambientes vão permitindo maior capacidade de análise dos fenômenos sociais e dos comportamentos e das atitudes das pessoas.
No que concerne às desigualdades econômicas, há os que vem no capitalismo o grande leviatã que destrói a riqueza dos mais pobres e que a transfere para os ricos. No outro lado há os que veêm o Socialismo como caminho para perdição da riqueza e escravização econômica dos povos. E ambos estao certos, se tomarmos a ótica de cada grupo.
Mas, se partimos da filosofia que assegura estar a verdade no centro, no ponto equidistante dos extremos, precisamos nos posicionar fora de nossas posições de conforto, admitir que há verdade em toda a parte e que coletá-la não trará qualquer prejuízo à coletividade.
Por exemplo, ao analisarmos o crescimento da populacão mundial imaginamos que não haverá alinento para todos. Mas será isso uma verdade absoluta, firmada, incontestavel?
Até os anos 60, quando a maioria das famíliias não tinham frigoríficos, geladeiras e as lojas de secos e molhados não tinham capacidade armazenagem refrigerada, todo o alinento ers consumido após a sua produção. Matava-se bois e carne era enviads aos açougues e feiras livres para venda inediata. Era a chamada "carne verde".
Algumas mercadorias eram mantidas secas como o bacalhau, a carne de sertão ou charque e a carne do sol. muitas famílias de origem europeia sabiam conservar os alimentos em banha. Na cultura de muitos países, a sobra da comida servida ao grande almoço, era imediatamente guardada para consumo à noite, muitas vezes sob a forma de sopa, o que implicava em menos ingestão de alimenhos sólidos e grande aumento de uso de água nas sopas. Mas a redução da pobreza dos povos escravizados e dos imigrantes de toda ordem, bem como o desenvolvinmento das empresas, foi permitindo a conservação de alimentos frescos e sua acumulação. Se antes o leite e a carne tinham que ser preparados e consumidos logo após a compra, a refrigeração foi nos dando a possibilidade de estocar alimentos e consumi-los fora dos horários habituais.
Um dos resultados dessa mudança está na linha da cintura. As fotografias da primeira metade do século XX mostram 99% daa pessoas magras, sem barriga, sem culotes, sem papadas. As fotografias do fim do século já mostram claramente a cultura da gordura resultante dos excessos alimentares.
Parece claro que ninguém tem a capacidade de compreender sozinho um fenômeno social, político ou econômico. Aliás, independente da formação cultural, todos temos nossas percepções dos fenômenos que vivenciamos. Qual o pobre que não tem uma visão sua, própria, sobre a desigualdade que lhe é imposta, sobre a inadequação dos serviços de saúde que lhe são oferecidos e, mesmo, dos caminhos para a sua correção. É óbvio que a formação escolar e acadêmica, a experiencia profissional e o conhecinento de outros ambientes vão permitindo maior capacidade de análise dos fenômenos sociais e dos comportamentos e das atitudes das pessoas.
No que concerne às desigualdades econômicas, há os que vem no capitalismo o grande leviatã que destrói a riqueza dos mais pobres e que a transfere para os ricos. No outro lado há os que veêm o Socialismo como caminho para perdição da riqueza e escravização econômica dos povos. E ambos estao certos, se tomarmos a ótica de cada grupo.
Mas, se partimos da filosofia que assegura estar a verdade no centro, no ponto equidistante dos extremos, precisamos nos posicionar fora de nossas posições de conforto, admitir que há verdade em toda a parte e que coletá-la não trará qualquer prejuízo à coletividade.
Por exemplo, ao analisarmos o crescimento da populacão mundial imaginamos que não haverá alinento para todos. Mas será isso uma verdade absoluta, firmada, incontestavel?
Até os anos 60, quando a maioria das famíliias não tinham frigoríficos, geladeiras e as lojas de secos e molhados não tinham capacidade armazenagem refrigerada, todo o alinento ers consumido após a sua produção. Matava-se bois e carne era enviads aos açougues e feiras livres para venda inediata. Era a chamada "carne verde".
Algumas mercadorias eram mantidas secas como o bacalhau, a carne de sertão ou charque e a carne do sol. muitas famílias de origem europeia sabiam conservar os alimentos em banha. Na cultura de muitos países, a sobra da comida servida ao grande almoço, era imediatamente guardada para consumo à noite, muitas vezes sob a forma de sopa, o que implicava em menos ingestão de alimenhos sólidos e grande aumento de uso de água nas sopas. Mas a redução da pobreza dos povos escravizados e dos imigrantes de toda ordem, bem como o desenvolvinmento das empresas, foi permitindo a conservação de alimentos frescos e sua acumulação. Se antes o leite e a carne tinham que ser preparados e consumidos logo após a compra, a refrigeração foi nos dando a possibilidade de estocar alimentos e consumi-los fora dos horários habituais.
Um dos resultados dessa mudança está na linha da cintura. As fotografias da primeira metade do século XX mostram 99% daa pessoas magras, sem barriga, sem culotes, sem papadas. As fotografias do fim do século já mostram claramente a cultura da gordura resultante dos excessos alimentares.
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