Os papéis da fêmea e do macho na sociedade futura.
Os papéis da fêmea e do macho na sociedade futura.
Você renunciaria ao prazer e o privilégio de cuidar de filhos? Você faz isso por amor. Mas o privilégio é ainda maior se a ligação é visceral. A troca de DNA no ventre materno impregna o corpo da mãe por toda a vida. Mas a troca afetiva e intelectual é, também, enriquecedora.
A leitura que faço da natureza me mostra que a fêmea humana deve ter suas crias no tempo próprio e a partir daí exercer a maternidade, o domínio das técnicas de alimentação e de manutenção da saúde, física e mental, do grupo familiar, a capacidade de ser a terapeuta da família, a transmissora de valores morais.
Penso que é o papel do macho é cuidar da mulher, seja como reprodutora, seja como mantenedora da estrutura familiar, exercendo o papel de protetor e de enfrentador dos perigos externos.
Penso, também, que a mulher que "cuida" do marido e se anula em proveito dele, pratica uma forma de aceitação da submissão. O cuidado dirigido a ele deve ser menor do que o cuidado de si própria e dos filhos, pois a família biológica é formada, fundamentalmente, pela fêmea e suas crias. Na fase de procriação o macho tem um papel mais relevante em relação à fêmea. Depois esse papel fica restrito à defesa externa das crias e do patrimônio material.
O insigne professor administrativista, dr. Manoel Ribeiro ao analisar a questão da institucionalização democrática do poder, defendia a importância da liberdade do indivíduo na sociedade.
A partir de Gramsci e da escola de Frankfurt, o indivíduo perde importância na sociedade em favor das classes, às quais o marxismo atribui uma permanente instância de luta, de confrontação e não uma interface de cooperação.
Enquanto Gramsci reconhecia a utilidade da racionalidade técnica implementada na economia americana, os céticos europeus não percebiam na liberdade individual o motor da Libertação do homem, preferindo defender a coletivização dos meios de produção e a submissão das massas à um ideal comunista que veio se revelar uma utopia danosa à construção de uma sociedade de homens livres atuando em conjunto.
Nesse processo de coletivização e ao mesmo tempo de apropriação da força de trabalho feminina ao esforço de guerra, a quebra da bolsa de 1929, o brutal empobrecimento decorrente da coletivização do setor agrário na URSS tiraram a mulher do seu lugar de domínio e a inseriram no lugar de elemento fabril de produção em massa, o que já era a aplicação corrente da mão de obra masculina na mineração, na pesca, na agricultura e na produção industrial urbana.
É tempo de revermos essa forma de exploração massiva da força de trabalho da mulher, para que possa retornar, com dignidade, ao seu local de domínio a estrutura de reprodução e manutenção da vida, seja como mão de obra, seja como objeto da produção de bens e de cultura. A eletronização e robotização dos meios de produção de bens agrícolas, industrais e culturais, a universalização do acesso ao conhecimento, a ampliação das capacidades cerebrais individuais e dos computadores pela algoritmização dos sistemas de captura e manipulação de dados nos libertará do uso intensivo da força de trabalho humana, o que nos fará retornar ao começo da civilização, para nos dedicarmos à busca da compreensão do sentido da vida e da felicidade, individual e comunal.
Comentários
Postar um comentário