Libertas

Está semana um pássaro entrou na minha sala e tentava sair pelas vidraças, no alto. A porta e duas janelas abertas, mas ele se debatia contra os vidros, repetidas vezes e cansou. Então desceu ao solo, para recuperar o folego, bem defronte da porta, mas demorou a perceber que estava diante de uma abertura de 2,10x0,90, por onde o vento sobrava sobre ele. Parecia não acreditar que estava a um curto voo da liberdade. Penso que às vezes ficamos assim. A porta está aberta à nossa mas não a vemos como um caminho para a liberdade. Estamos, então, ainda, mentalmente, na caverna de Platão.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Emílio "Zapata"

Colina do desespero

Fazenda Mansão