Caminhando para ser feliz

Tem hora que a gente precisa olhar para o horizonte e se perguntar até onde ir, onde se quer chegar e como se quer caminhar. Todo mundo quer ser feliz. E isso implica em seguir em frente, em busca do sonho, ou melhor, da realidade sonhada. Quando chega a maturidade, já não se quer ser rico, nem famoso, nem invejado. Isso são sonhos da juventude. Mas todo mundo quer ser amado. Ou, pelo menos, se saber amado. Saber-se amado é condição para ser feliz. Mesmo só, mesmo longe, é preciso saber-se amado. O soldado, na guerra, apega-se a uma foto da mulher, da família, do lar, para saber que tem para obde voltar, para quem voltar. Amyr Klink, no seu barco, solitário, isolado, distante, rodeado pelo silêncio, não se desesperava. É preciso ter um porto, uma casa, uma cama pode se possa recostar e se sentir acolhido. E é preciso ter companhia. Não se vive só para si. É preciso ter um destinatário do afeto, do cuidado, da atenção. É,  também, preciso ser destinatário dessas bênçãos. Assim, partilhando a vida, sendo testemunha do viver do outro, construindo juntos a realidade desejada, sonhada, a caminhada se faz permear de uma felicidade sem estardalhaço, macia, silenciosa. Que seja assim, até o fim, amém!

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