Violão amigo!

Morro de inveja de quem toca violão. O violão não é um objeto. É um amigo fiel. É  como um cão. Você pode não ligar muito para ele. Mas basta um chamado, um toque, e ele está pronto.
Nelson Gonçalves, em Dilema, o chamou de "amigo dileto" e chegou a afirmar: - Sem ti, não posso viver!"
O violão se presta, tanto para o choro, quanto para o riso. Tanto para a partitura, quanto para o improviso. E serve, também para o riso. Assisti, em Barcelona, no belíssimo Palau de la Musica, em um divertidíssimo espetáculo, uns 6 músicos tocarem, no mesmo instrumento, o Bolero de Ravel!
Mas se Deus me deu algum talento, negou-me o da música. No máximo, desafino pouco, quando me atrevo a soltar o peito, para desespero dos vizinhos, cantando essa linda e doída letra, relembrando o grande Nelson:

Dilema

Violão, eu estou tão sozinho 
Sem amor, sem carinho 
Solitário na dor

Violão, já chorei tanto, tanto 
Que não tenho mais pranto 
Pra chorar por meu amor

Violão, companheiro dileto 
És meu único afeto 
Tudo que me restou 

Meu violão, meu amigo 
Nem ela nos separou 
Hoje eu amargo contigo 
A saudade que ela deixou

Fiquei entre a cruz e a espada 
Quando ela desesperada 
Obrigou-me a escolher

E agora, o meu dilema persiste 
Viver sem ela é tão triste 
Sem ti não posso viver.

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