Vista-se de verde!

Verde, que te quero ver!
Menino veste rosa e menina veste azul? Que me importa o que meninos vestem! Vistam o que quiserem, vistam bonina, grená ou roxo! Ou fiquem nus. A mim pouco importa. Que não me torrem, com estas questões idiotas.
No nordeste super árido, que diferença faz se é dessa ou daquela cor? Com o passar do tempo, de tanto costurar, sujar, lavar, remendar, fica tudo meio cinza, meio marrom, meio cor de burro quando foge! E na África, no Iemen, onde nem roupa têm! Melhor vestir na moda indígena Ianomami, vestir-se de tinta, sobre o corpo nu.
Então, meti-me a pensar no verde. Tá na moda há muito tempo, pensar no verde, no ambiente, nas florestas. Agora, então, até o Papa Católico, com uma igreja imersa em escuridão moral, resolve meter-se neste mato sem cachorro, e faz um Sínodo da Amazônia. Chegou atrasado. Nos anos 70 ou 80, Vilas Boas, o Pai Branco dos índios brasileiros, já avisava: - Os americanos estão levando crianças indígenas para serem educados nos Estados Unidos. Vão voltar aculturados e vão querer independência das terras demarcadas como reservas indígenas.
Entre 1958 e 1963, me lembro de ter participado de várias reuniões de Batistas brasileiros e missionários batistas norte-americanos para conhecermos o trabalho de evangelização dos índios brasileiros e bolivianos. Fazia-se, então, coleta de ofertas para a aquisição de barcos para uso dos missionários.
Recentemente fui à floresta amazônica. Fui me vestir de verde por dentro. Fui amar a floresta mais importante do mundo.
Assim que puder, vistam-se de floresta. Vistam-se de verde. Voltem para casa.


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