É, o mal, natural!

O mal é, mesmo, banal. É natural. A agressividade, componente natural dos animais, necessária à sobrevivência, o leva a submeter o mais fraco. É próprio da natureza que o leão mais forte seja o "rei". Que o gorila mais forte, e agressivo, seja o líder do seu grupo. É natural que os grupos fortes combatam os grupos fracos para afirmar sua superioridade e assim garantir sua sobrevivência. No entanto, a violência tem que ser contida. Entre os animais não humanos, não de prática a violência sem motivo e não se excede no uso da força.
A compreensão da utilidade da preservação do outro e do outro grupo, a conveniência da vida em comunidade, a insustentabilidade de uma vida de medo, nos tem levado à compreensão de que é preciso preservar a vida entre os grupos e dentro dos grupos. Por isso, nós, animais humanos, buscamos a composição dos litígios, fugimos da Lei de Talião, e definimos um tratado definindo limites e estabelecendo uma governança de contenção para o julgamento das lides, distribuição dos direitos e dos deveres, avaliação dos danos reais e potenciais e aplicação de penalidades.
É a percepção da possibilidade de ser punido que contém a nossa agressividade de modo a não se converter em violência, agravando essa contenção quando se tratar de violência gratuita, sem propósito de auto preservação ou preservação de outrem.
Assim, desde que o mal é natural, limitamos, inibimos, refreamos, punimos a sua ocorrência, de modo a preservar a vida e a convivência em sociedade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Emílio "Zapata"

Colina do desespero

Fazenda Mansão