Eterno tem começo e fim?
É voz corrente que o Universo é infinito, se começo ou fim. Mas, se o Universo, embora seja eterno, por que Adão mal acabou de ser criado, há poucos mil anos, e ainda está sendo aprimorado? Quem somos, de onde vimos, qual nosso destino? Qual o propósito de nossa existência?
Quando o homem começou a se colocar como objeto de sua investigação? Essa é uma questão cosmológica? Ou, apenas, teológica? Deve ter decorrido uns três mil anos antes de Cristo até surgir a escrita, ali pelos rios Tigre e Eufrates. Há quatro mil anos, na Mesopotâmia, os Assírios já se ocupavam de uma visão de mundo. Em 2000 AC Hamurábi já instituía o culto a Baal, ou Marduk. E 700 anos antes de Cristo, Zoroastro propunha um Deus vinculado ao bem, que se opunha contra o princípio mal.
Penso que eternidade é mais que o intervalo que vai do princípio ao fim, posto que algo que tenha início e término precisa ter sido criado, seu princípio, e ser terminado, seu fim. Disso deduzo a existência de Deus, eterno e pré existente ao universo que ele criou. Embora a interpretação judáica seja de um deus que compõe o próprio Universo, como seu princípio e seu fim, penso que o Universo, para ter existência, teria que ser criado por um ente a ele pré existente. Por isso creio em um Deus eterno, criador dos céus e da terra. Não é uma questão apenas de fé. É razão pura.
Mas, recolocando a questão crucial, qual o propósito de nossa existência? Se acreditarmos que a fé é reveladora dos mistérios da vida, estaremos satisfeitos. Mas se encararmos a fé como fato cultural, humano, ainda precisamos da razão para explicar a nossa existência, e a existência de Deus.
Considerando a pequenez de nossa capacidade intelectual para entender questões comezinhas, como a forma da terra e seu movimento, já poderíamos dizer que somos incapazes de deduzir as questões primeiras: quem somos, porque fomos criados e qual é o nosso destino final.
Apelando para a razão me parece evidente que o Criador não quis nos revelar tais mistérios. Como se brincasse, nos deixou num jogo de cabra cega, tateando em busca de luz. Mas não nos impediu de tentar entender. Aliás, que propósito há na inteligência, senão deslindar as verdades da vida?
Pelo menos dede 700 anos antes de Cristo, Hesíodo tentava explicar a criação do mundo.e dos deuses, misturando natureza (Gaia/Terra) e abstrações (Eros/Amor). Mas os mistérios, devem ser entendidos? Penso que não. São objeto da fé. Mas se a fé é fenômeno cultural, cada cultura terá sua fé para explicar os mistérios. E assim, cada cultura, cada rebanho, poderá escolher um só pastor. Mas nunca seremos um rebanho achinesado, pastoreado por um só líder espiritual.
Aí já se tem a dialética bem x mal. vinda de antes.
Quando o homem começou a se colocar como objeto de sua investigação? Essa é uma questão cosmológica? Ou, apenas, teológica? Deve ter decorrido uns três mil anos antes de Cristo até surgir a escrita, ali pelos rios Tigre e Eufrates. Há quatro mil anos, na Mesopotâmia, os Assírios já se ocupavam de uma visão de mundo. Em 2000 AC Hamurábi já instituía o culto a Baal, ou Marduk. E 700 anos antes de Cristo, Zoroastro propunha um Deus vinculado ao bem, que se opunha contra o princípio mal.
Penso que eternidade é mais que o intervalo que vai do princípio ao fim, posto que algo que tenha início e término precisa ter sido criado, seu princípio, e ser terminado, seu fim. Disso deduzo a existência de Deus, eterno e pré existente ao universo que ele criou. Embora a interpretação judáica seja de um deus que compõe o próprio Universo, como seu princípio e seu fim, penso que o Universo, para ter existência, teria que ser criado por um ente a ele pré existente. Por isso creio em um Deus eterno, criador dos céus e da terra. Não é uma questão apenas de fé. É razão pura.
Mas, recolocando a questão crucial, qual o propósito de nossa existência? Se acreditarmos que a fé é reveladora dos mistérios da vida, estaremos satisfeitos. Mas se encararmos a fé como fato cultural, humano, ainda precisamos da razão para explicar a nossa existência, e a existência de Deus.
Considerando a pequenez de nossa capacidade intelectual para entender questões comezinhas, como a forma da terra e seu movimento, já poderíamos dizer que somos incapazes de deduzir as questões primeiras: quem somos, porque fomos criados e qual é o nosso destino final.
Apelando para a razão me parece evidente que o Criador não quis nos revelar tais mistérios. Como se brincasse, nos deixou num jogo de cabra cega, tateando em busca de luz. Mas não nos impediu de tentar entender. Aliás, que propósito há na inteligência, senão deslindar as verdades da vida?
Pelo menos dede 700 anos antes de Cristo, Hesíodo tentava explicar a criação do mundo.e dos deuses, misturando natureza (Gaia/Terra) e abstrações (Eros/Amor). Mas os mistérios, devem ser entendidos? Penso que não. São objeto da fé. Mas se a fé é fenômeno cultural, cada cultura terá sua fé para explicar os mistérios. E assim, cada cultura, cada rebanho, poderá escolher um só pastor. Mas nunca seremos um rebanho achinesado, pastoreado por um só líder espiritual.
Aí já se tem a dialética bem x mal. vinda de antes.
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