No Politeama

Há umas duas décadas entrei num cinema para assistir um filme, sem saber de que tratava, no antigo Cine Politeama, no bairro de mesmo nome, perto da Casa da Itália, em Salvador, capital da Bahia. Estava com minha mulher, que ia atender, naquela área, a um compromisso, durante umas duas horas. Vi a fila do cinema e entrei, no que portugueses chamariam de rabo da bicha, ou seja, fim da fila.
"O Padre" é um filme muito humano, mostrando as relações afetivas de um padre hetero e de um padre gay, com seus respectivos cônjuges. Uma das cenas mostra, em tela cheia, uma ato sexual entre o jovem padre e seu companheiro. Quando o filme terminou, a platéia em peso aplaudiu. Só então me dei conta de que o filme era dirigido a um público específico e que eu era um estranho no ninho. Ri muito, comigo mesmo, constrangido. Ninguém me olhou com estranheza. Hoje olho pra trás e penso que o filme é uma ótima lição de tolerância e de aprendizado. Recomendo a quem não viu o filme que o veja. Sem diferenciar as pessoas. Servirá a todos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Emílio "Zapata"

Colina do desespero

Fazenda Mansão