Democracia
DEMOCRACIA X “DEMO” CRACIA
Governo do povo ou governo do diabo?
Desde a Revolução Francesa que o mundo vem testemunhando a democratização das nações. Mas é difícil encontrar um modelo que possa servir de padrão. Razões históricas, culturais, religiosas, matizam os regimes com cores diferenciadas, do vermelho ao verde.
O século XX viu nascerem ou se desenvolverem diversas nações mais ou menos democráticas e em algumas delas o matiz tem variado ao sabor das conjunturas políticas internas. Mas o que se observa é que sempre há insatisfação de grupos internos, por vezes da maioria da população, com o modelo adotado. Não é diferente, o caso brasileiro.
Democracia, seja ela monárquica ou republicana, reflete uma forma de auto condução de uma nação em que impera o respeito às leis, às instituições e aos processos de decisão, em especial da escolha dos governantes, e em que se exige qualidade moral daqueles que a governam.
Quando examinamos e comparamos as diversas democracias vemos que elas têm navegado por turbulências, o que demonstra que o mundo ainda não encontrou um modelo ideal. O Brasil adotou a Democracia já no império, tendo D Pedro II convivido com esse modelo até o golpe militar que implantou a república. Desde então temos alternado o regime, ora democracia, ora regime militar e, em certos períodos, ditadura.
Embora entre 64 e 85 tenhamos vivido um regime militar, inclusive um período de ditadura (“anos de chumbo”, de 69 a 73) convivemos com eleições de representantes do povo até o restabelecimento da democracia plena, em 1988.
Mas essa democracia, que teve, a princípio, alguma qualidade moral, se perde totalmente no governo de Luís Inácio Lula da Silva e de sua imposição ao partido, Dilma Roussef. A corrupção foi de tal modo bem orquestrada que o governo se caracterizou como uma quadrilha no poder. Mais do que isso, a perda da qualidade moral se espalha pelo Poder Legislativo e chega à mais alta instância do judiciário.
A tal ponto chegou a tentativa do governo do PT de desconstrução dos valores morais de orientação judaico-cristã, com atos de vandalismo contra templos e cultos religiosos, com comprometimento do desenvolvimento ético das crianças nas escolas, que se pode dizer que se instalou um governo do “demônio”, um “Demôniocracia”!
Agora, com o movimento B17, espontânea manifestação popular para a eleição de um presidente conservador, com postura moralizadora e à toda prova não compactuante com a corrupção dos poderes, o governo da Nação precisa ser reconstruído como uma instância de cumprimento das leis e de respeito aos valores morais sancionados pela maioria da população.
Mas, como a nação será consultada sobre a nova configuração do regime? Continuaremos com o desenho atual dos poderes? e quais os critérios para o 2º escalão de governo? e como se dará a indicação dos ministros da Suprema Corte?
Seja qual for o resultado das eleições, precisamos nos posicionar imediatamente e de forma bastante firme, antes que a corruptalha se acerque do novo presidente e impeça a moralização do regime. Para isso, precisamos de líderes fortes que possam nos estimular na reconstrução moral.
Como não sabemos como esse processo se dará, penso que cabe a cada um de nós falar sobre o assunto, de modo a criar o caldo de cultura manifestada que sedimentará as decisões dos grupos. Penso que cabe aos professores e ao líderes das comunidades religiosas, da Maçonaria, enfim, de todos que possam enriquecer o processo de saneamento moral do Brasil.
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