Minhas origens étnicas
Acabei de receber uma atualização de resultados do meu DNA. 52,1% de minha ascendência é ibérica, o que inclui principalmente Espanha e Portugal, inclusive a Ilha da Madeira, pelos colonos que vieram para o Brasil, principalmente para o Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará e, claro, para a Bahia.
O relatório genético me diz que quase 30% de minha origem é africana. !0,6% Nigeriano e 17,9% de Norte-africano, região que vai do Marrocos ao Egito, passando por Algeria, Tunísia, Malta e Libya. Gostaria de ser de origem angolana, mas isso já me autoriza a afirmar que sou, certamente, um tanto negro, o que me põe no centro da nossa distribuição dérmica: sou assumidamente pardo, ou seja, SRD (sem raça definida), apenas humano, embora às vezes desumano... Ainda bem. Já estava temendo por minha baianidade.
Três outros galhos são Sardo, 13,5%, Báltico, 2,1% e, imaginem, 1,9% Finlandês! Quem sabe, por isso gosto do frio... Na Sardenha, enorme ilha italiana, meus ancestrais poderiam ter vindo da região que vai de Cagliari, mais ao Sul, até Sassari e Olbia, mais ao Norte, juntinho da bela ilha dos "Irmãos Corsos" - a Córsega. Mas agricultores, ferroviários e soldados, napolitanos e genovêses, andaram por cá. É interessante o fato de meus pais e avós serem oriundos do Vale do Jequiriçá, onde se formou uma pequena, mas operosa, colonia de italianos.
Segundo o relatório tenho apenas, 1,9% de origem indígena, mas para minha surpresa, não descendo de indígenas baianos, sequer nordestinos! Sou descendente, em proporção ínfima, é verdade, de indígenas amazônicos. Me senti orgulhoso: descendo de humanos com genética ancestral, milenar, quem sabe...
Ainda bem que somos miscigenados! Imagine como seria sem graça sermos puros. É a cor que enfeita nossos 👀. 😍
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