O futuro se constrói agora
Santo Agostinho diz que "o futuro não existe em si, mas sim e tão somente como antecipação do presente".
Não ouso pensar diferente: o tempo a rigor não existe. Quando penso em dizer algo, esse algo está no futuro. Ao dizê-lo, já está no passado. Disso decorre que o tempo é um fosso infinitamente pequeno entre o passado e o futuro. Ou seja, o ser em si somente existe como manifestação intelectual, como pensamento. Deontologicamente, as manifestações do ser passam de um "vir a ser" para um "deixar de ser", ou de "ser no futuro" para "ter sido", numa conversão imediata, sem interregno. Assim, vivemos baseados no passado, projetando o futuro que almejamos.
Construir o futuro é, pois, praticar agora os atos que propiciarão a realidade futura, o que queremos que exista mais à frente. Se queremos uma nação ética, solidária, nos cabe firmar os valores morais que desejamos sejam a praxis de nossos filhos e netos. Se nos omitirmos agora, a realidade desejada não se performará.
O futuro se faz agora.
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