Filosofia. Democracia - II

Democracias não existem!

Nunca, em nenhum momento da História, o povo se governou com poder soberano sobre si mesmo. Sempre houve uma concentração de poder em uma ou mais pessoas. Quando se ouve dizer que vige uma democracia popular, estamos diante de um regime de governo de cunho socialista de viés comunista, em que um grupo se apropia do poder político para impor a sua vontade a todos. É, assim, a própria negação da diversidade de pensamento do homem, que permite a formação de grupos de interesses diversos. O primeiro princípio da democracia deveria ser, exatamente, reconhecer e respeitar a existência de grupos com interesses conflitantes entre si.

O Socialismo surgiu como proposta de um aristocrata cristão, filósofo e economista francês, Conde de Saint-Simon, que advogava mudanças político-sociais pelo avanço da ciência, da moral e da religião, que resultasse em uma sociedade dominada por cientistas, banqueiros, industriais, comerciantes e operários sob o lema “A cada um segundo sua capacidade, a cada capacidade segundo seu trabalho”. Ou seja, não se propunha uma luta de classes e sim uma repartição de poderes e responsabilidades.

Muito embora o Socialismo constituisse uma ótima idéia, ela foi estragada por Karl Marx, teórico, com Engels, do Comunismo, sistema que se baseia no princípio da igualdade, onde não existiriam classes sociais distintas e em que o Estado deveria assumir a propriedade pública de toda a riqueza, para sua distribuição igualitária entre as pessoas. Péssima idéia! Como distribuir igualitariamente entre desiguais? Como desconhecer a diversidade de interesses e de visões de grupo dentro das sociedades? Na prática, o Comunismo se caracteriza pela supremacia de uma oligarquia ditatorial que se impõe ao povo. É essa a história de todas as experiências da adoção do regime com adoção do sistema comunista, não importa o nome que se lhe dê. Foi assim, sob a liderança de Vladimir Lênin, Joseph Stalin, Mao Tsé-tung, Chiang Kai-shek, Pol Pot, Fidel Castro e tantos outros mundo afora.

A tendência atualmente observada, com a crise de saúde perpetrada pelo terrorismo da indústria farmaceutica, de transformação da população do Globo em doentes permanentes, vacináveis a cada 3, 6 ou 12 meses, é de aprofundamento do controle social pelas máquinas públicas, e pelas empresas controladoras dos grandes meios de comunicação, com rastreamento do ir, vir e ficar e invasão da intimidade, expressão da individualidade, direito fundamental do homem, como direito natural, protegido pelo ordenamento jurídico constitucional e infraconstitucional, como elemento basilar da estabilidade psicológica para o autodomínio do ser humano, ante a complexidade da vida em sociedade.

Diante da evidência de que a Democracia, como governo exercido pelo povo, se constitui em um regime utópico, e de que as sociedades se constroem por grupos de interesses, precisamos encontrar um modelo de regime político que assegure a todo e qualquer ser humano a vida com liberdade e dignidade, o que pressupõe, necessariamente, direito à subsistência digna, com acesso à saúde, ao ensino e à liberdade de expressão, independente da forma de organização do estado. Neste sentido, penso que em substituição a capitalismo, socialismo, comunismo etc o regime político deva ter como essência o desenvolvimento econômico, científico e moral da sociedade, tendo como foco de sua atenção as crianças desde o seu nascimento até a adolescência, de modo que se construam cidadãos capazes de prover-se daí por diante. 

Tal regime - desenvolvimentista - somente deve admitir a limitação da propriedade privada, quando ela se tornar contrária ao interesse do desenvolvimento social. Por exemplo, a supressão da liberdade de expressão nas redes sociais, a excessiva capitalização de grupos, a formação de monopólios e oligopólios. De outra parte, deve ser estimulada a diversidade cultural, como expressão natural de grupos, o que inclui, necessariamente, as expressões religiosas.

Enfim, precisamos dar um passo atrás para reconstruirmos o futuro.

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