Ad astra per aspera
Tenho tentado, ao longo dos últimos anos, manter relações de boa qualidade com mulheres inteligentes, onde a gente se encontre para partilhar o prazer de conversar, estar juntos, partilhar eventos, viagens curtas e, claro, namorar. Cada qual no seu pedaço, mantendo uma relativa independência: "Mas na manhã seguinte, não conte até 20..."
Brincadeirinha... Gosto da relação em que não sou "dono" da mulher, mas em que tenha que mantê-la interessada na continuidade da relação. Isso não significa submissão, mas propósito. Eu desejo a sua companhia e luto por isso. Mas, confesso, não tenho sabido ser o que propugno. Ou não teria perdido a companhia das maravilhosas mulheres que andaram ao meu lado, nestes últimos 20 anos.
Com os homem é, em geral, diferente. Enquanto as mulheres se dedicaram mais à família e desenvolveram habilidades de auto suficiência, os homens, em geral, se tornaram dependentes e têm dificuldade de se resolverem sós.
Para ser equilibrada a relação precisa ser biunívoca responsiva, mas flexível, adaptável, ajustável, versátil, construtiva. No entanto, é loteria encontrar alguém com o mesmo propósito e com as capacidades de cobrar e de ceder, de amar e se deixar amar, de ouvir e se fazer ouvida, de dar e receber.
Então, a menos que encontremos as companheiras que compreendam as nossas próprias limitações e nos conduzam para uma vida boa, estaremos, viúvos, divorciados, condenados a vivermos só.
Alerte-se que conduzir não significa submeter e sim, usando de sabedoria - e as mulheres são mais sábias que nós homens - mansa e firmemente, tomar seu companheiro pela mão e seguir 'ad astra per aspera'.
Comentários
Postar um comentário