Repartir os lucros da exploracão da Terra
A substituição de mão de obra pela automação é inexorável. A mão de obra está sendo substituída pelos robots, em todas atividades, em todo o mundo. A pandemia em curso favorece a substituição. Logo a economia mundial vai ter que sustentar 7, 8, 10 bilhões de pessoas, muitas sem trabalho, por não haver postos de trabalho ou pela enorme defasagem de conhecimento e adaptabilidade entre os robots e nós, seres humanos.
O imposto que você pagar por seu consumo, propriedade ou renda vai sustentar seu vizinho, que não trabalha, pois sabe fazer nada que o mercado deseje.
Então, precisamos repensar a vida, nossos valores, e pensar o que fazer com nossos filhos, netos e bisnetos.
Se considerarmos que o planeta agoniza por causa de nosso consumo excessivo, talvez seja hora de reduzirmos nosso consumo de roupas, embalagens, bugingangas eletrônicas, papel, metais etc. Mas, sabemos, diminuir o consumo implica em reduzir a produção, extinguir empregos.
Talvez por isso estejamos temerosos com a possibilidade de quem detém o poder, desejar reduzir abruptamente a população mundial. Há várias possibilidades: a guerra, inclusive nuclear e bacteriológica, tornar a população desinteressada pelo sexo reprodutivo, ou estabelecer desestímulos financeiros à reprodução, experiencia já feita na China. A questão imediata, parodiando a antiga historieta infantil, é: quem vai por o guizo no pescoço do gato?
Penso que é preciso que nos demos conta de que o planeta Terra é propriedade de cada ser humano e, portanto, cada um de nós tem o direito de ser remunerado pelo uso (e abuso) das extracões minerais, das coletas e uso excessivo das águas.
Todo o ouro do planeta, todo o petróleo, todo o nióbio, as matas nativas, florestas, bacias hidrográficas pertencem ao ser humano desde seu surgimento sobre a Terra.
Por isso a exploração econômica deve ser apropriada por todos os humanos, embora se deva manter a propriedade privada, pois a propriedade coletiva nunca deu certo.
Essa apropriação individual pode se dar pela repartição da renda da exploração econômica na proporção de PIB mundial/n° de habitantes do planeta, cpm a arrecadação via instituição de imposto mundial. Mas quem vai pagar mais, o explorador de combustíveis fósseis ou o prpdutos de alimentos? Os produtores de vegetais ou de gado? A questão é grave, urgente e de difícil solução. Pensemos.
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