De volta à barbárie?

Nascemos egoístas, que é o que nos garante a vida, enquanto animais. Superadas as impotências iniciais, desenvolvidas as potências que nos permitem viver, andar, correr, manipular objetos, buscar alimentos etc usando o egoísmo como base do egocentrismo, ainda nos colocando como centro das atenções, mas já compreendendo a necessidade de composição, de associação, de interação e  integração na família e nos grupos sociaia, em que, todos, egoístas e egocentristas, vamos caminhando na direção do altruísmo, ao adotarmos certos padrões de comportamento. Essa caminhada é promovida e estimulada pela educação familiar, pela instrução escolar e pela prática religiosa. Assim construímos uma moralidade que permite a vida em sociedade, sem que que o egoísmo, atavismo que nunca perdemos, nos leve a destruir os outros em função dos interesses pessoais. 
As religiões, sejam as míticas, as vinculadas a uma idéia de divindade, ou as associações do tipo maçonaria, espiritismo, rosacruzismo etc. funcionam como um freio e um código de conduta, conhecido de todos, que viabilizam a vida social. Mas as regras de direito precisam ter universalidade em cada povo ou nação, de modo que o egoísmo e o egocentrismo sejam minimamente satisfeitos para que a paz social perdure.
Neste momento da humanidade, quando as idéias antireligiosas dos materialistas franceses se espalharam e frutificaram gerando a ideologia materialista, e com a agudização da luta para a destruição da idéia de Deus, Cristianismo etc. a humanidade vai dependendo cada vez mais de um sistema jurídico sólido, respeitado. 
No mundo inteiro, vemos o esgarçamento dos sistemas jurídicos, com o prevalecimento, de um lado, das ditaduras fundadas no egoísmo e no egocentrismo de poucos, na China, na Rússia, na Coréia do Norte e agora, também, no Brasil e logo mais nos Estados Unidos, Canadá e em países da Oxeania e da Europa, com perda progressiva e intensa da liberdade de expressão e da liberdade religiosa. De outro lado, vemos a anarquia se espalhando em diversos estados europeus e nos Estados Unidos, por via de uma imigração suportada ou conduzida com esse fim.
Pior do que isso, estamos sendo massacrados por ideologias econômicas globalizadas, com imposição universal de práticas suspeitas, sem um poder de confrontação que nos assegure não sermos submetidos como gado ao matadouro.
Diante disso precisamos encontrar um sistema de preservação dessas liberdades tão caras a todas as gentes. Penso que o caminho poderá ser uma religião moral, não mítica, que possa gozar de universalidade e que constitua um sistema jurídico de direitos mínimos universais: direito à vida, à liberdade para ir, vir e ficar, à liberdade de expressão e a de resistir à destruição das culturas regionais e nacionais.

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