Deus existe? Tenho fé!

A fé em um deus não é um fenômeno biológico simples. É, sim, um fenômeno racional. Animais e plantas não têm razão, nem fé.
Mas não se pode ter fé no que não existe. Então precisamos primeiro acreditar, dar crédito à idéia da existência de um ser criador, um Deus. 
Ter fé é mais do que acreditar. Ter fé é acreditar em um ente criador e provedor da vida. E, no caso da fé cristã, também da vida pós morte.
A questão da crença na existência de um ser criador me parece bastante racional. Nada gera nada. Portanto o universo tem causa em um ente pré-existente, o que lhe deu a referida causa, da qual é efeito.
Quando à questão do provimento da vida, também me parece bastante racional. Desde sempre a natureza continua. E obedece a leis naturais. Fraturei o perôneo. Os ossos estão separados. As duas partes vão voltar a crescer para restabelecer o desenho original. Onde está esse desenho? E de onde vem essa vontade dos ossos de crescerem novamente?
Há muitos anos li um livro sobre ética. As primeiras 150 páginas foram dedicadas apenas ao exame da formação do ovo humano e da multiplicação celular subsequente. O autor acredita que o dedo de Deus está no controle do desenho. Porque as células se diferenciam e como o organismo controla a quantidade de células, do olho, por exemplo? Porque a divisão celular é iniciada e interrompida? Há um desenho? Quando ele é gerado? E porque os netos e bisnetos recuperam a memória do DNA dos seus avós?
Ou seja, a razão me leva a acreditar que há uma vontade na natureza e que essa vontade tem uma causa eficiente que cria e provê o desenvolvimento dos seres, segundo um desenho do ente criador. Resta saber se esse ente é aquele revelado a uma pequena tribo no deserto ou se é um ente que se revela a todo o tempo em cada ser vivente. Deus está em mim e se revela pela razão. Mas como sou dotado do poder de acreditar ou não, devo decidir se acredito ou não. Enfim, a minha fé defende da minha vontade, do meu arbítrio livre. E eu tenho fé.

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