Mulher como líder.
Surpreso com a Miss Portugal ser um homem, fiquei a pensar porque as mulheres se deixam representar por "não mulheres".
É verdade que esses concursos de Misses nunca representaram a mulher média, mas sim um tipo especial de mulher: inculta, mas bela. Mas ainda assim, diz representar a mulher e muitas acolhem essa "representação".
A história da sexualidade humana não mostra uma luta de libertação feminina. Mas de promoção dos direitos de mulheres trabalhadoras. E o de votar. O que é muito pouco. Os salários são menores, a gravidez é um custo pessoal, a representacao política é ínfima. A própria conquista do direito de trabalhar e sustentar a si e à família veio muito mais como uma convocação para o esforço de guerra. E mesmo antes, decorria da ausência frequente do marido combatente ou navegante. Ou em caso de doença.
Egoísta, egocentrista, vaidoso, o homem ussrá sempre da sua força e violência para ser o "chefe", o cabeça, o "dono". A única condição para o sucesso da empreitada de ocupar um espaço permanente e valorizado é não destruir a base de sustentação do macho, sua masculinidade, a vontade na natureza que o habilita a assumir o papel de defensor e protetor da família animal e sua de função de representação externa.
Torço pelas mulheres. Mas, penso, a mulher só poderá ser adequadamente valorizada se compreender que não é um animal simples como os homens. O hardware feminino é muito mais complexo, o que afeta suas dimensões intelectual e espiritual. Se compreender e aceitar que é um ser vivente muito diferente e, penso, superior aos machos humanos, poderá construir um espaco de liderança da humanidade.
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