Fora Dinossauro!


"Se não és capaz de guardar o teu próprio segredo, como te atreves a pedir a outro que o faça?"
Sêneca

Vez por outra, nas redes sociais da Internet, vejo pessoas, aflitas, recomendando, incisivamente, que guardemos segredo dos nossos desejos, dos nossos objetivos, dos nossos projetos, receosos de que as reações de inveja os possam destruir, impedir que se realizem etc. Divirjo dessas manifestações porque não vejo tais redes como um lugar apenas de embate entre adversários ou imimigos. Há lugar para tudo ou quase tudo e há, ainda, lugar para todos.
Há lugar, por exemplo, para encetarmos conversas com parentes e amigos distantes. Para estimularmos colegas, conhecidos, e, até, desconhecidos, para irem em frente em suas lutas, em busca de sucesso em seus empreendimentos etc.
Parto do pressuposto de que meus parentes, meus amigos e gente do bem em geral desejam que os outros cresçam,  tenham sucesso em suas buscas.
É certo que nem tudo pode ou deve ser dito em um ambiente tão povoado de estranhos como a Internet. Há embates políticos, ideológicos, teológicos,  enfim, as redes são,  muitas vezes campos de batalha. E aí precisamos por as barbas de molho!
Por falar em barbas, um bom exemplo de segredos na Internet é o da construção de uma obra de engenharia de guerra realizada pelo grupo terrorista Hammas, inimigo figadal de Israel. Embora seja uma obra de engenharia artesanal, foi construída em alto nível de segredo, quanto a sua estrutura e extensão, surpreendendo seu competente adversário. 
Claro que Israel tinha notícia da existência dos túneis do Hammas por baixo dos prédios da Faixa de Gaza, mas não parecia estar consciente da capacidade de movimentação de tropas até quase seu umbigo. Se estivesse não teria sido surpreendido com o ataque terrorista de Janeiro e não teria tanta dificuldsde para localizar os pontos de concentração de soldados e, em especial, de seus comandantes.
Já um outro exemplo, em sentido contrário, mostra uma postura desastrosa quanto ao segredo, quando necessário. Sabemos que os atos dos servidores públicos devem obedecer aos ditames constitucionais, em especial, os da legalidade e da transparência. Mas, no regime corrupto - corrompedor e corruptível - a que a Nação brasileira está submetida, era de se esperar que certos políticos e ministros fossem mais comedidos em suas demonstrações de poder. É o caso dos superministros do STF, do presidente da República e do ministro da Justiça,  o ex jurista Flávio Dino, o Dino Sáurio, um verdadeiro dinossauro da política!
Na acão deletéria de envolvimento dos manifestantes de Janeiro, deixou evedenciada a sua participação efetiva, e de seus agregados, com prova documental (fotografia animada e sons).
No momento em que precisava laçar os políticos corrompíveis, conquistar-lhes os votos e o apoio para assumir o poder semipresidencial em vigor, expôs-se com a delicadeza de um rinoceronte ou de um triceratops sem controle, quando devia pisar mansinho. Subiu à Maré e desceu à lama com incrível velocidade. Poderia reunir-se com seus apoiadores das comunidades sem deixar transparecer que os atores poderiam ser os mesmos a que já se haviam associado na campanha, com boné e sem máscara. 
Embora tenha cooptado um ou outro evangélico sem qualquer expressão no meio  religioso, provocou reações individuais, coletivas e institucionais que estão a dizer, quase em uníssono:
- Fora Flávio Dino!

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