Andar na praia

Hoje andei na praia, e gostei de ver as águas se desdobrarem em sucessivas vagas, vindo me beijar os pés. E a branca espuma a se formar e se desfazer como se o mar fosse a saliva da Terra. 
A areia, quente e fofa rodeando o chão mais firme, molhado, gostoso de andar.
Em toda a caminhada, a mistura de etnias e de origens, de idades e de condições. Mulheres, meninas, moças se fazendo belas; homens, rapazes garotos, cultivando sua força.
Em volta da praia os coqueiros altos, dancando com o vento, como a festejar com o mar a alegria de viver.
A natureza às vezes chora. Mas seu desejo e destino é balançar seus braços, suas asas, florir e dar frutos. 
Amanhã, faça sol e eu virei participar da festa. Meu coração, triste, inconformado, exige elixires, unguentos e bálsamos.
Que o deus romano do mar e das fontes de água, Netuno, filho de Saturno e de Ops, irmão de Júpiter e de Plutão, se condoa de mim e não promova tempestades e tormentas. Afinal, algo nos aproxima: tivemos muitos amores passageiros. 

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