Mereço uma rede
Eu mereço uma rede!
Nasci a exatos 73 anos, meninei, adolesci, moceei e adultei. Não adulterei. Fui fiel. Aprendi a casar e a descasar. Agora, só, mereço uma rede. Mas como Deus é bom eu deixei uma rede de reserva. Vai que uma bela senhora tropeça em mim e eu a acolho. Ou que eu tropece numa bela senhora e eu me ajoelhe aos seus pés. Terei o privilégio de a ver baloiçar à minha frente e pacificar meus olhos. Minha rede é de casal. Dá pra ninar uma mulher ao meu lado e pacificar meu desejo. Se aprendi a amar minhas companheiras, não as soube prender a mim. Se foram...
Mas, agora, deitado na rede, não sinto falta delas pelo sexo. Mas... ah! que saudade de suas risadas, seus comentários, suas graças. Sexo é episódio. Ouvir é contínuo. Ouvir a voz da mulher amada deixa saudade. E hoje, aos 73 anos, sou grato à vida, não pelo que eu tenho, que não é muito. Mas sou grato pelas mulheres que me tornaram rico de alegrias, de pequenos prazeres, de caminhar e comer juntos, em comunhão.
Obrigado a vocês, meninas. Amo a todas e de todas sinto saudades. A rede está vazia, mas o coração está cheio. Bom dia!
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