Religião... para quê?
Para que ter uma Religião?
A religiosidade deve ser respeitada como mecanismo de autoproteção diante da certeza da morte, de nossa finitude no planeta. Quando olho para meus lindos netos eu sei o que acontecerá com seus belos olhos daqui a cem anos. Então eu preciso acreditar na superação do destino.
Mas a qual Deus adorar? O Deus da minha ancestralidade ou um Deus de outras compreensões ou revelações? É claro que é inimaginável para a nossa compreensão racional, humana, a existência de mais de um Deus. Então é perfeitamente compreensível que cada indígena, cada povo, cada etnia tenha adotado um caminho. E os indivíduos, ante a possibilidade de escolha, livre arbítrio, pode optar até pelo seu não exercício.
Que importa se Deus é Exu ou Oxalá, Jesus ou Jeová? Importa que eu possa aliviar minha angústia diante da evidência, cada dia mais forte, de que não somos tão importantes quanto pensamos. Chego a ter inveja das abelhas... Tão fundamentais para a vida!
De qualquer sorte, adotado um Deus, é preciso adotar uma total fidelidade para nos acreditarmos eternos, apesar da morte do invólucro.
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