Viajando pelas cidades (Urbe et Orbe)
Viajando, sem pressa pelo interior da Bahia, vi cidades que conheci nos anos 50/60, como Jequié, Ipiaú e Jitauna e Ibirataia envelhecidas e enfeiadas. O mesmo processo que torna a capital, Salvador, cada dia mais feia. Não há um esforço sistemático de embelezamento. Pelo contrário, a outrora organizada Av. Sete está um lixo. As intervenções urbanas transformaram as belas avenidas de vale em horrorosos labirintos de concreto. As cidades perderam sua poesia.
Das que vi no interior, Conquista é a que mais se beneficiou do crescimento econômico. O dinamismo da economia conquistense é evidente. A arquitetura é cada vez mais moderna. A incorporação de novas áreas com investimento público em novas avenidas gerou bairros bonitos.
Existe solução. Sim. Existe. Há muitos anos ofereci a dois vereadores de Salvador, ambos experts em leis tributárias, ativos, um pré projeto de lei em que previa que os imóveis de bairros pobres somente seriam isentos de IPTU ou teriam uma alíquota bastante reduzida se tivessem o lado externo de suas paredes rebocados e pintados. Isso transformaria Salvador em uma cidade muito mais bonita, para seus moradores e para os turistas.
Mas tenho que confessar que meus olhos também andam tristes, sem poesia. Meu espirito anda confuso. Daí, talvez, ver feiúra em todo lado.
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