Segredos inconfessáveis
Por vezes nos surpreendemos pensando na possibilidade de nos comportamos como pessoas violentas, raivosas, duras, vingativas etc.
Quantas vezes não sonhei com a possibilidade de, anonimamente, me vingar do Collor, do Sarney e de outros que causaram dano às minhas sofridas economias? Muitas vezes! Hoje eu já nem posso escolher a quem desejar a morte, tantos são os desafetos que pululam na minha memória, na minha alma!
"Ah... se alguém pusesse etanol na cachaça daquele verme!" ou "Ah... se o motorista daquele ministro dormisse ao volante a 300 por hora!"
Apesar de serem desejos pecaminosos, não nos punimos por isso. É uma forma de aplacarmos a nossa ira, cometendo um crime virtual, impunível! Que satisfação imaginar aquela cabeça esmagada num acidente... Chegamos a sorrir, sozinhos, imaginando a cena.
Mas não sonhamos apenas pecados. Também realizamos virtualmente desejos, sonhos bons. Como seria aquele cruzeiro com a mulher amada, secretamente amada, inatingível até, em belos dias de sol e mar de almirante! Ou um simples piquenique num lugar paradisíaco... Sonhos bobos, na maioria das vezes, mas que nos permitem desafogar a alma.
Como é bom podermos sonhar!
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