A escravização atual

Os Bragança eram anti escravistas. Deram prova disso. Mas há quem pergunte se eles não foram fracos e retardaram o processo de libertação dos escravizados no Brasil. 
Hoje é fácil julgar, mas é preciso lembrar que a escravidão era um processo multimilenar (os judeus, por exemplo, passaram 400 anos como escravos no Egito), era comum na África negra, onde havia negros escravistas, e mesmo no Brasil havia negros que patrocinavam a escravização e outros o policiamento dos escravizados. 
No reino brasileiro, o Imperador D. Pedro II sofria forte resistência da maçonaria (que dominava a cabeça dos bispos e dos generais), porque Pedro I a tinha fechado.
Assim, mesmo antiescravistas, os Bragança não podiam comprometer a estabilidade de seu governo, do próprio Reino.
Embora os métodos hoje sejam mais "civilizados", a escravização é ainda uma realidade de que nos beneficiamos permanentemente. Quem não sabe que a produção de roupa barata é fruto desse tipo de exploração? 
Como cavalos amansados nos resignamos e mantemos o trote.

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