Carbono, o gás da vida.
É preciso amar as florestas. Não basta admirá-las, saber da sua importância. Sua preservação é fundamental para preservar os solos e para manter e até expandir sua diversidade de plantas e animais.
Todos nós que passamos pelo curso ginasial ou secundário estudamos que com a fotossíntese as plantas capturam CO², liberam o Oxigênio em excesso para formar H²O, e transformam o Carbono em raízes, caules, galhos, ramos, folhas, flores e frutos ou frutas. Ou seja, o que nós comemos é, de certa maneira, Carbono transformado em alface, feijão, arroz, raízes etc; e até, de certa forma, comemos produtos do consumo de carbono por animais - o leite e a carne, pois os animais se alimentam de vegetais. Também os oceanos oceanos criam e alimentam os vegetais submarinos, as algas, que capturam CO². Por isso é preciso assumir que ao lado do Oxigênio, o CO² é o gás da vida, vegetal e animal.
A energia solar que é absorvida pela superfície terrestre e pelos oceanos é, em parte, refletida de volta ao espaço. Mas muito desse calor refletido fica retido nos gases da atmosfera terrestre mantendo o planeta numa espécie de estufa quente. Também as rochas estão impregnadas com um enorme estoque de carbono de antigos restos de plantas e animais que viveram há milhões de anos e recebem parte do aquecimento que vem do centro da Terra e parte da incidência dos raios do Sol. Graças a esse calor produzido pelo núcleo da Terra e o retido pelos gases, a cobertura de gelo que cobria o planeta se desfez, permitindo o surgimento da crosta terrestre e o desenvolvimento da cobertura vegetal, dos animais e, portanto, da humanidade. Antes desse degelo era impossível desenvolver-se uma civilização caracterizada por um grupo humano de grande número de indivíduos. Isso só pôde acontecer por causa do aquecimento do planeta. Se queremos continuar vivos, precisamos de um planeta aquecido.
Voltando às florestas, precisamos observar que árvores velhas não precisam tanto de carbono como árvores novas, que precisam de uma estrutura que vai das raízes à copa. Então é preciso pensar na renovação das florestas como forma de garantir sua capacidade de contribuir para a manutenção da estabilidade do clima, sem comprometer a biodiversidade nelas existentes. Ao lado destas florestas é preciso manter a agricultura renovável, pela sua capacidade de gerar alimentos e pela sua imensa capacidade de capturar e transformar carbono. Por isso o agronegócio é vital para a manutenção de 7 bilhões de pessoas vivas, população que chegará a 10 bilhões de indivíduos.
Uma outra razão para o desenvolvimento da agricultura e das florestas é que as áreas desérticas contribuem muito fortemente para o efeito estufa, pela sua maior reflexividade de raios solares.
Por fim, observo, mais importante que dificultar atividades humanas que geram os gases do efeito estufa, precisamos aumentar significativamente a cobertura vegetal do Planeta, seja com agricultura de alimentos, seja das florestas que embelezam nosso querido lar - a Terra.
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