Jesus era liberal e conservador.
Usam o nome de Jesus para justificar ideologias estranhas. Em vário momento, Ele afirmou seu compromisso com o cumprimento da lei de Deus e do Estado. Pagou imposto, mesmo sendo indevida a sua cobrança.
Paulo Freire disse que Jesus expulsou coletores de impostos do templo? Que enganador... Cristo não expulsou cobradores de impostos de lugar algum. Jesus expulsou os mercadores! Pelo contrário, prestigiou ao coletor Zaqueu, homem de tal modo honesto que disse a Jesus: "- Se eu, "*.porventura*", tiver defraudado alguém, restituir-lhe-ei quadruplicadamente!"
Por acaso, Roma e seu governador, Pilatos, iam entregar a tarefa de arrecadar tributos a um coletor de impostos desonesto, um "_propineiro_ "? Escolhia, sim, cidadãos em quem se podia confiar!
Aliás, embora ninguém aceite de bom grado que lhe imponham taxas, o pagamento de impostos era a garantia da preservação da vida do povo judeu, pois quando Roma atacava um povo e este não aceitava a imposição de tributos, todos eram mortos ou escravizados, a cidade e os campos eram incendiados.
Por isso Jesus prestigia Zaqueu: "- Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa." Zaqueu era rico e promete doar metade dos seus bens aos pobres. Jesus, então, declara a salvação dos que viviam naquela casa: "Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão."
Em seguida, Jesus demonstra não ser contra o capital e conta a parábola do homem que entregou capital aos seus empregados para render juros e prestigiou os que aumentaram o capital do patrão, tendo punido o que não realizou a tarefa.
Em outra parábola Jesus condena a atitude do empregado que pretende exigir do patrão mais do que combinou.
Em suma, penso que Jesus, cujo reino não era o da Terra, era liberal, conservador e cumpridor da lei e do contrato.
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