Parem o mundo. Quero permanecer.

Ouvi, de uma amiga "...  ninguém sabe mais o que é verdade e o que é mentira!"
Respondi-lhe: 
 - E a IA vai piorar tudo!
Tenho lido algo assim como: "- Parem o mundo que quero descer!" O que é "mundo"? Descer, para onde? 
Parar o mundo significa, reduzir a velocidade da mudança, o excesso de estímulos, aclarar o caminho, mostrar para onde estamos indo nessa corrida louca, em permanente aceleração.
Estamos caminhando rapidamente para guerras de grandes extensões e impactos,  sem nos lembrarmos que o submundo das batalhas são os assassinatos, os estupros das nossas mães, mulheres e filhas e as violações das crianças, seu sequestro para fins inumanos.
Por isso já há algum tempo tenho refletido de que é preciso voltar um pouco, des-globalizar, des-estatizar, des-eletronizar, re-humanizar.
Ou fazemos isso ou nos perderemos e a nossos filhos, netos e bisnetos em um mundo que sequer conseguimos antever, quanto mais compreender. Ainda estamos letárgicos, anestesiados, sem perceber que dentro de 10 anos cegos estarão a ver, surdos estarão a ouvir, doenças hoje fatais estarão sob controle, mas a violencia individual e coletiva, o descontrole social, os suicídios, crescerão enormemente e nos perguntaremos "onde foi que nos perdemos"?
Estamos nos perdendo desde que Gramsci convenceu os insatisfeitos, os inadequados, os raivosos, os incapazes de compreender a realidade escondida sob os mantos, a desconstruir as instituições baseadas em conceitos morais e as reconstruir sobre una base amoral e imoral. Estamos perdendo desde que um desses inadequados, um burguês rico, escravizou por 19 anos um pretenso filósofo beberrão incapaz de manter-se e à sua família, para que elaborasse uma ideologia política de destruição da burguesia em favor das massas de explorados. Essa ideologia foi usada como apologia de um movimento político de tomada do poder e implantação de uma ditadura supostamente redentora da pobreza e da miséria e que resultou em manutenção da pobreza e da miséria em uma sociedade sem liberdade.
Sim, estamos nos perdendo e não sabemos como parar o processo. Ao contrário, tentamos tirar proveito dele e com isso o agudizamos, o tornamos mais acelerado e destrutivo dos valores sobre os quais nos constituímos em sociedades civilizadas. A Europa está caminhando para o caos. O Canadá, idem.A Califórnia aponta para um futuro desastroso.
Aqui e ali surgem líderes dizendo basta, chega! Mas já não é possível interromper o processo, parar o comboio de alta velocidade, sem o descarrilhar, sem o tirar dos trilhos, com grande violência, com uma imensa tragédia humana.
O máximo que podemos fazer é nos prepararmos para os momentos em que nossas famílias forem alcançadas, para minimizar os danos. Porque danados já estamos!

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