Vida na roça

Ando a sentir a mó do tempo passar,
Mode que as costela já anda a estralar.
Caminhei por tanto canto a passear,
Agora é só os ói que anda a vaguear.

Ia pra a mata, subia os morro, 
Descia adispois pela campina.
Durmia bem cedo de noite,
Pro mode acordar na matina.

Levava a enxada no ombro, 
No alforge o feijão e a pinga.
Meidia queimava o dente, 
Chamano a fome pra cima.

Pegava a paia no chão,
Discansano o corpo da lida.
Fim do dia vortava por cima do rastro,
Pra num perder o jeito da vida.

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