Meti-me a escritor!

Meti-me a escritor! Não escondo que já cometi mais de uma centena de pequenos  pecados literários, crónicas, poemas, canções. Mas agora os farei tentando aplicar, aqui e ali, uma técnica, um ensinamento, uma recomendação profissional.
Esse zoom na minha caminhada de encadear frases começou, hoje, 1⁰ de fevereiro, numa plataforma digital. 14 alunos e uma bela professora. Que Fátima a proteja e conserve!
Não precisava ser bela, pois quero me apaixonar pela arte da escrita e não pela mestra. 
Primeiro exercício, " - Escreva o que lhe vier à cabeça!" 
Como? O que me vier à cabeça? Que risco, meu Deus! Minha cabeça é uma usina sem ordem, sem ritmo, sem controle! Rhummmm... mas a idéia era essa! O tempo, 5 minutos, me pareceu uma eternidade e nada me ocorria. Fiquei em palpos de aranha, seja lá o que esse velho ditado queira dizer. Tentei escrever meia dúzia de frases e  ao final do tempo nada tinha para mostrar. Fiquei impressionado com a capacidade dos outros alunos que escreveram belos pequenos textos. Eles sabiam o que estavam fazendo ali. Tinham objetivos claros. E eu, pobre de mim, confessei minha pobreza, meu perdimento. 
A principal lição aprendida hoje foi que o escritor não manda na escrita, ela se constrói a si mesma. O escritor deflagra o processo: imagina um enredo, estabelece um final e vai, ao fim e ao cabo, descobrir que foi usado pela arte. A história, a princípio, aceita aqui e  ali um personagem, um espaço físico, um tema, mas vai impingindo palavras, frases, argumentos, vai impondo retrocessos, reconstruções, remendos, buscando a coerência interna do texto até que o escravo descobre que não é dono de nada. Está sendo usado, para dizer o que a história que ser. E não adianta reagir, enfrentar, resmungar... Se não obedece, emudece.
Semana que vem tem mais. Que Toth guie a pena!


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