Passei pela Serra do Espinhaço, no Município de Maracás, na Bahia, lá pelos anos 60, com meu pai, a caminho de uns 500 hectares de terra (255 titulados), que ele ganhara de presente de um dentista prático, com quem tentara aprender a arte de "protético". Terra tórrida, onde nem passarinhos sobreviviam. De umbu em umbu caia uma chuva e formava-se um córrego que deixava umas poucas poças d'água, onde as aves de arribação se dessedentavam e, como era da sua natureza, logo arribavam para sítios melhores. O que se via verde ou era um periquito extraviado ou a ponta de uma aroeira que se negava a morrer. Para chegar à roça era preciso pousar primeiro numa antiga casa de fazenda, pertencente a um senhor muito idoso, o sr, Eloy, que resistia à beira da estrada, a 6 léguas de Maracás, junto da única lagoa permanente, a de Pé do morro, água que partilhávamos com o gado, eu, ainda um meninote. O velho Eloy contava ter saído dali, a cavalo, 50 anos antes, para uma visita à cidade de...
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